quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ARTUR JORGE 1987



Viena, 27 de Maio de 1987.


Um clube do Norte de Portugal, um país pobre, pequeno e periférico, surpreende a Europa do futebol, ao derrotar na final da Taça dos Campeões Europeus o colosso da rica Baviera.À boleia deste sucesso, o quase desconhecido Artur Jorge Braga Melo Teixeira (licenciado em Germânicas e que tinha estudado metodologia de treino em Leipzig, na antiga Alemanha de Leste), juntamente com uma geração de jogadores fantásticos – Madjer, Futre, Juary, João Pinto, etc. – saltaram para a ribalta europeia.Ainda mal refeitos da “bebedeira”, os adeptos portistas sonhavam com novas conquistas além fronteiras na época seguinte. Contudo, uns dias depois de ter regressado ao Porto de braço dado com Pinto da Costa, Artur Jorge pede ao presidente do FC Porto para o deixar sair. De França, o milionário francês Jean-Luc Lagardére, presidente do Matra Racing, acena-lhe com uma pipa de massa e o desafio de transformar o ex-Racing Club Paris num grande do futebol europeu.Aos 41 anos, entre a possibilidade de continuar como treinador principal dos dragões e os francos franceses, o portuense e portista Artur Jorge nem hesitou e Pinto da Costa não teve outro remédio senão deixá-lo ir. E, como na altura ainda não havia cláusulas de rescisão nos contratos dos treinadores, o FC Porto ficou sem treinador e de mãos a abanar.Lagardére (uma espécie de Abramovi

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