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domingo, 6 de maio de 2012

FC PORTO - SPORTING 2-0

CAMPEÕES NACIONAIS 2011-2012

"Bis" de Hulk torna festa ainda mais azul

Este era o jogo de celebração do bicampeonato, como já se sabia, mas houve outro "bis" a apimentá-lo. Hulk apontou os dois golos que derrubaram um Sporting ainda a lutar pelo terceiro lugar e deu mais cor à festa, que foi rija no Dragão. Os Dragões já não perdem em casa, para o campeonato, há 57 jogos, que correspondem a 42 meses. Querem melhor marca de superioridade do que esta?

Para além disso, o FC Porto fez uma época quase perfeita no que diz respeito aos duelos com os "grandes" (e aqui incluímos também o Sporting de Braga): quatro vitórias e dois empates. No confronto deste sábado, um adversário aguerrido não foi capaz de contrariar uma segunda parte muito forte dos Dragões, que tiveram em Hulk a solução para “desbloquear” a partida.

A primeira parte foi disputada e dividida, com nenhuma das equipas a conseguir uma grande oportunidade de golo. Os Dragões tiveram mais posse de bola (52 por cento) e procuraram circulá-la mais do que o adversário, espreitando brechas na defesa do Sporting. Os lisboetas apostavam no contra-ataque, exigindo à defensiva azul e branca um cuidado redobrado.

As duas melhores situações de ataque dos Dragões surgiram nos primeiros minutos: aos sete minutos, após livre de João Moutinho, Otamendi apareceu ao segundo poste, mas desviou para fora. Dois minutos depois, um pontapé de ressaca de Lucho, após um canto, saiu por cima da baliza de Rui Patrício. Da etapa inicial, apenas mais uma nota, para registar a tendência do árbitro Pedro Proença para juízos equivocados. O FC Porto saiu prejudicado em vários lances que irritaram a plateia e a equipa azul e branca.

No arranque da segunda parte, Polga disparou ao poste da baliza do FC Porto, mas seria esse o único sinal de perigo dos forasteiros na segunda parte. Os azuis e brancos pegaram no jogo e, aos 53 minutos, Varela isolou-se mas rematou contra as pernas de Rui Patrício, que haveria de ser várias vezes o “salvador” do Sporting.

Aos 67 minutos, Onyewu viu um justificadíssimo segundo cartão amarelo, quando Hulk seguia disparado para a baliza do Sporting, e o FC Porto passou a usufrui de superioridade numérica. O Sporting não faz mais do que resistir, mesmo que por vezes de forma ilegal: aos 78 minutos, Janko foi tocado quando se preparava para desviar para a baliza um cruzamento de Danilo.

A resistência sportinguista terminou depois de nova arrancada de Hulk: o brasileiro cruzou para Janko, que rematou de calcanhar mas permitiu a defesa de Rui Patrício. James acorreu à recarga mas foi "ceifado" por Polga, que foi expulso. Hulk converteu o penálti e deu vantagem ao FC Porto, mas as suas diabruras não iriam ficar por aí.

Primeiro, aos 85 minutos, ofereceu o golo a Janko, mas Rui Patrício voltou a efectuar uma defesa quase impossível. Aos 88, deu a machadada final no encontro, em mais uma arrancada incrível, deixando para trás a "remendada" defesa do Sporting e o guardião Patrício. Foi o 16.º tento do brasileiro na prova, em que é o melhor marcador portista. Antes do apito final, ainda foi possível ver Fernando a celebrar, mesmo tendo visto o segundo cartão amarelo. É uma imagem pouco comum, mas o tempo era já de festa.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Sporting, 2-0

Liga portuguesa, 29.ª jornada
5 de Maio de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.212 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)
Assistentes: Bertino Miranda e Ricardo Santos
Quarto árbitro: Cosme Machado

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Hulk e Varela
Substituições: Sapunaru por Danilo (57m), Varela por Janko (57m) e Lucho por Defour (64m)
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Djalma
Treinador: Vítor Pereira

SPORTING: Rui Patrício; Pereirinha, Onyewu, Polga e Insúa; Schaars, Elias e Matías Fernández; Carrillo, van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Carrillo por Jeffrén (60m), Matías Fernández por André Martins (71m) e Schaars por Diego Rubio (78m)
Não utilizados: Marcelo, Carriço, Evaldo e Xandão
Treinador: Sá Pinto

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Hulk (82m, pen., e 88m)
Cartões amarelos: Sapunaru (14m), Carrillo (16m), Onyewu (20m e 67m), Moutinho (41m), Fernando (43m e 90m+3), Lucho (49m) e Hulk (83m)
Cartões vermelhos: Onyewu (67m, por acumulação de amarelos), Polga (80m) e Fernando (90m+3, por acumulação de amarelos)

sábado, 28 de abril de 2012

MARITIMO - FC PORTO 2-0

  • Bis de Hulk aproxima bicampeonato


JAMES RODRIGUES
HULK

Carlos Pereira prometeu que FC Porto não teria paz, outros apostaram as fichas todas num tropeção na deslocação à Madeira, mas os Dragões mostraram mais uma vez quem é o patrão do campeonato e ganharam de forma autoritária, com dois golos de Hulk, na conversão de duas penalidades sem discussão. Faltam dois pontos para o bicampeonato. Ou menos.

Boa entrada no jogo do FC Porto, à procura do golo que deixasse o título mais perto. Com Varela no “onze” e Janko no banco, coube a Hulk ocupar a posição central no ataque dos Dragões, que desde o primeiro minuto ameaçaram a baliza de Salin.

Utilizando preferencialmente o flanco esquerdo, aproveitando sucessivas combinações entre Alex Sandro, Varela e Moutinho, o FC Porto encurralou o Marítimo na área e foi procurando criar situações de remate. Hulk e Lucho ameaçaram e aos 13 minutos o golo esteve mesmo iminente, com Hulk a concluir uma excelente jogada pela esquerda, mas que Ruben Ferreira salvou em cima da linha.

O FC Porto pressionava e aos 16 minutos chegou à vantagem, através de um penalti convertido por Hulk, depois de Fidelis cortar um pontapé de canto com a mão – falta clara e sem discussão. Hulk marcou com competência, fazendo a bola entrar junto ao poste esquerdo da baliza de Salin.

Sempre com mais posse de bola, o FC Porto controlou a partida, esteve perto do segundo golo aos 38 minutos, quando uma bela iniciativa de Sapunaru terminou com um cruzamento atrasado para o remate de James, que Salin defendeu em desespero com as pernas.

A perder por um golo, o Marítimo foi acreditando que podia inverter o resultado e a verdade é que na segunda parte criou muitos mais problemas à defesa dos Dragões. Aos 68 minutos Helton impediu a igualdade, com uma grande defesa a remate de Fidelis. No minuto anterior foi Hulk quem esteve perto do segundo golo, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.

Mesmo em cima do final do jogo Hulk ofereceu o segundo golo a Lucho, mas o remate do argentino saiu por cima, mas logo a seguir Djalma foi derrubado na área, penalti claro que Hulk converteu no 2-0 final. Está quase.

FICHA DE JOGO

Marítimo - FC Porto, 0-2
Liga, 28.ª jornada
28 de Abril de 2012
Estádio dos Barreiros, no Funchal
Assistência: Cerca de 4000 espectadores
Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)

MARÍTIMO: Salin; Briguel, Roberge, Robson e Ruben Ferreira; Rafael Miranda, Olberdam e João Luíz; Danilo Dias, Sami e Fidelis.
Substituições: João Luís por Heldon (46m), Danilo Dias por Benachour (62m) e Roberge por Pouga (81m).
Não utilizados: Peçanha, João Diogo, João Guilherme e Luís Olim.
Treinador: Pedro Martins

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; James, Hulk (cap.) e Varela
Substituições: Varela por Djalma (63m), James por Defour (75m), Lucho por Rolando (88m)
Não utilizados: Bracali, Danilo, Kléber, Rolando e Janko.
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Hulk (16m, pen e 89m, pen)
Cartão amarelo: Rafael Miranda (20 e 89m), Ruben Ferreira (31m), Robson (48m), Alex Sandro (55m), Benachour (67m), Olberdam (69m), Hulk (74m); Heldon (84m)
Cartão vermelho: Rafael Miranda (89m)

sábado, 31 de março de 2012

FC PORTO - OLHANENSE 2 - 0


100 espinhas


Absolutamente dominador e até demolidor, o FC Porto justificou um resultado mais amplo do que o permitido pela expressão dos golos de Lucho e James. 2-0 foi curto, mas também foi vantagem de sobra para garantir o essencial: a soma dos três pontos, certificada por um desempenho intenso, capaz de produzir a 100.ª vitória portista no Dragão em jogos da Liga, mas sem gerar o 40.º golo de Hulk.

Para o campeão, o jogo não teve preâmbulo. Em apenas 20 segundos e pelos pés de Hulk, o FC Porto formulou a primeira ameaça, que o opositor levou muito a sério. E tinha boas razões para isso. Depois de deixar vários adversários no caminho, Hulk tirou também o guarda-redes da baliza. Só não conseguiu uma de duas coisas: ângulo para remate ou, em alternativa, encontrar Janko no sítio certo.

O golo ficava-se, então, por um prenúncio. Mas não por um prenúncio qualquer. Por um suficientemente forte para se perceber que mais do mesmo estava para vir. Hulk e Fabiano continuariam a travar duelos idênticos, na suspeita de que o guarda-redes não poderia adiar a vantagem para sempre. Até porque o desafio colocado a ambos não se esgotava nos episódios frequentes de confronto directo.

O golo prometido por Hulk e, um pouco mais tarde, anunciado por Maicon materializou-se num remate longo e colocado de Lucho. Aos 24 minutos, a Fabiano, que já tinha protelado o 1-0 por várias vezes, não havia defesa que lhe valesse. Pelo menos, entre o leque das defesas possíveis.

Nada mudou com a vantagem portista ou, sequer, com o intervalo. Houve a bola no poste, num livre de James, Otamendi inflacionou o número de oportunidades e, logo no recomeço, o incontornável Hulk esteve a uma fracção de segundo de marcar. Seria, por fim, o 40.º no Dragão, que lhe permitiria partilhar com Falcao a condição de melhor marcador de sempre em nove anos de estádio. Fabiano, quem haveria de ser, atravessou-se-lhe na frente, depois de um cruzamento de Lucho. Tão perfeito que parecia destinado a ser golo. Como o cabeceamento de Sapunaru, que deixou o guarda-redes adversário a ver a bola passar. Ligeiramente ao lado.

Quando o campeão "fez o segundo", o turbilhão atacante, que não dispensava a aceleração, nem nenhum dos recursos da equipa, já tinha gerado um sem-número de ocasiões de golo e uma quantidade proporcional de situações de pânico entre a defesa olhanense, que há muito tinha chegado à conclusão de que era impossível travar um FC Porto assim. Assim, tão determinado.

Marcou James, assistido por Hulk e depois do trabalho perfeito com que inviabilizou a interferência do adversário directo, antes do remate cruzado. Como o de Lucho, indefensável. O resultado ficava fechado aos 66 minutos, mas outros lances, os que o precederam e os que se seguiram, justificam um desfecho mais expressivo.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Olhanense, 2-0
Liga, 25.ª jornada
31 de Março de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.903 espectadores

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Árbitros assistentes: Bruno Trindade e José Gomes
Quarto árbitro: Paulo Rodrigues

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e James
Substituições: Lucho por Defour (65m), Alvaro por Alex Sandro (79m) e Janko por Varela (82m)
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Iturbe
Treinador: Vítor Pereira

OLHANENSE: Fabiano; Jander, Vasco Fernandes, André Pinto e Ismaily; Fernando Alexandre, Cauê e Rui Duarte (cap.); Salvador Agra, Meza e Wilson Eduardo
Substituições: Vasco Fernandes por Toy (58m), Meza por Dady (59m) e Rui Duarte por Mateus (84m)
Não utilizados: Bruno Veríssimo, Regula, Vítor Vinha e Yontcha
Treinador: Sérgio Conceição

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lucho (24m) e James (66m)
Cartão amarelo: Sapunaru (25m), Otamendi (42m), Vasco Fernandes (44m), Rui Duarte (74m)

sexta-feira, 16 de março de 2012

NACIONAL - FC PORTO


Teste da Choupana superado

No Sítio da Choupana, localidade onde se encontra o estádio do Nacional e onde por vezes o nevoeiro é de cortar à faca, muitas equipas poderosas caem. Esta sexta-feira, o FC Porto teve de sofrer para bater os madeirenses, por 2-0, com golos de Janko e Alex Sandro, ao cair do pano.

Numa partida em que os Dragões apelaram mais à alma do que à técnica, garantiu-se o mais importante: os três pontos e a liderança da Liga. Alguém esperaria vencer na Madeira sem sofrimento? A luta pelo título continua em Paços de Ferreira (domingo, 25/03, 20h15), na Mata Real, outro terreno complicado. Provavelmente, será novamente necessário um jogo de esforço e períodos de menor beleza estética. Porém, o que mais interessa é chegar ao fim na frente: esta missão está cumprida, venha a próxima. Faltam sete "finais".

Nos primeiros 15 minutos o FC Porto passou por algumas dificuldades frente ao Nacional, que tem na frente jogadores rápidos como Candeias e Mateus. Os Dragões não podiam dar espaços nas costas da sua defesa e não "pegaram" desde logo no jogo. Mas, em cima do quarto de hora, Otamendi deu o primeiro sinal de perigo, na sequência de um livre. Moreno aliviou em cima da linha de golo e este lance marcou um novo período do encontro, com clara ascendência azul e branca.

Um remate perigoso de Lucho, aos 19 minutos, antecipou o tento de Janko, dois minutos depois. O austríaco beneficiou de um corte infeliz de Neto, que bateu em Alvaro Pereira e ficou ao seu alcance. Mas, como diz uma recente campanha publicitária, "a sorte é uma atitude" e há que ressalvar que a postura azul e branca era bastante pró-activa. Para quem disser que este golo surgiu apenas da sorte, sublinhem-se dois "pormaiores": a pressão de Alvaro e o sentido de oportunidade e atenção de Janko.

A exibição do FC Porto na primeira parte foi em crescendo, se bem que haja que destacar um par de intervenções atentas de Helton. Aos 34 minutos, Rolando esteve perto do segundo tento, mas, em posição privilegiada, o remate acrobático saiu por cima da barra. Seis minutos depois, Rodríguez conseguiu isolar-se mas o pontapé cruzado saiu ao lado.

No arranque do segundo tempo, os Dragões mantiveram a tomada dominadora e tiveram duas oportunidades para alargar a vantagem nos primeiros dois minutos. A primeira foi protagonizada por James e a segunda por Janko, que, isolado, não conseguiu evitar a "mancha" de Vladan.

Num encontro que teve vários períodos distintos, o Nacional cresceu na segunda metade da segunda parte e voltou a criar dificuldades ao FC Porto. O duelo entre Helton e Mateus foi particularmente evidente, com o guarda-redes a efectuar três intervenções apertadas, aos 68, 80 e 90 minutos, ou seja, já em cima do apito final. Porém, a melhor oportunidade de golo neste período até foi portista: na sequência de um livre de James, aos 86, Rolando e Maicon cabecearam consecutivamente ao poste.

Quando o Nacional já estava completamente balanceado para a frente, desesperadamente em busca do empate, os azuis e brancos puseram ponto final na partida. O contra-ataque iniciado por Moutinho e concluído em primeira instância por James, acabou na baliza do Nacional graças a uma finalização com classe do suplente Alex Sandro. O brasileiro chegou primeiro ao ressalto proporcionado pela defesa incompleta de Vladan e "picou-lhe" a bola. Foi o primeiro golo do lateral esquerdo com a camisola do FC Porto.

FICHA DE JOGO

Nacional-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa 2011/12, 23.ª jornada
16 de Março de 2012
Estádio da Madeira, no Funchal

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: José Cardinal e Luís Marcelino
Quarto árbitro: Fernando Lopes

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Danielson (cap.), Neto e Marçal; Moreno, Pecnik e Diego Barcellos; Candeias, Rondón e Mateus
Substituições: Pecnik por Mihelic (50m), Diego Barcellos por Keita (81m) e Marçal por Stojanovic (89m)
Não utilizados: Igor, Juliano, Márcio Madeira e Elizeu
Treinador: Pedro Caixinha

FC PORTO: Helton; Maicon, Rolando (cap.), Otamendi e Alvaro; Defour, João Moutinho e Lucho; James, Janko e Cristian Rodríguez
Substituições: Otamendi por Mangala (78m), Cristian Rodríguez por Alex Sandro (78m) e Lucho por Kléber (88m)
Não utilizados: Bracali, Sapunaru, Iturbe e Mikel
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Janko (21m) e Alex Sandro (90m+4)
Cartões amarelos: Maicon (25m), Marçal (42m), Otamendi (48m), Diego Barcellos (60m), Mihelic (65m), Alvaro (73m) e Alex Sandro (78m)

sexta-feira, 2 de março de 2012

SL BENFICA - FC PORTO 2-3

A Luz voltou a apagar-se




Pela terceira vez consecutiva (e sexta nos últimos 11 jogos), o FC Porto apagou a Luz. Depois de duas vitórias épicas no terreno do Benfica, na temporada passada, os Dragões voltaram a vencer esta sexta-feira, assumindo a liderança isolada da Liga. Os golos de Hulk, James e Maicon e a ousadia de Vítor Pereira valeram a vitória por 3-2 que põe os azuis e brancos na rota do título.A entrada do FC Porto em campo foi avassaladora. Pressionando a saída do Benfica desde a sua defesa e assumindo o controlo da bola, os Dragões voltaram a provar a razão de ser o maior pesadelo do adversário. Quando as camisolas azuis e brancas estão do outro lado, eles tremem. E quando tantos diziam, há três jornadas, que o campeonato estava entregue, eis que os azuis e brancos já levam três pontos de vantagem, que valem por quatro devido à vantagem no confronto directo.O bom arranque foi coroado com um golo de Hulk, que voltou a provar que não fica mais de seis jogos na Liga sem marcar. Pela terceira vez, a regra cumpriu-se, em grande estilo. O “Incrível” recebeu a bola na direita, “puxou” para o meio e desferiu um remate imparável para a Artur. A 108 quilómetros por hora, dizem os dados oficiais.O Benfica demorou a reagir e fez o primeiro remate aos 23 minutos. Durante cerca de 15 minutos, conseguiu assumir o domínio do encontro, mas logo o FC Porto voltou a criar perigo. Aos 36, Lucho isolou Janko, mas Artur defendeu não só o remate do austríaco, mas também a recarga de Alvaro. Aos 38, um livre directo cobrado por Moutinho levou a bola a embater na barra.Aos 41 minutos, num lance cheio de ressaltos, os lisboetas chegariam ao empate, por intermédio de Cardozo. Foi um castigo imerecido para os Dragões, que puseram em campo o seu plano de jogo e que criaram as melhores oportunidades de golo.No reinício da partida, o Benfica colocou-se em vantagem, com novo golo de Cardozo, na sequência de um livre apontado por Aimar. A equipa da casa não justificava de todo a vantagem, mas o FC Porto arregaçou as mangas. Aos 58 minutos, James entrou em campo para o lugar de Rolando, numa aposta de ataque de Vítor Pereira que viria a dar os seus frutos e que marcou um ponto de viragem na partida.Aos 64 minutos, James empatou (11.º golo na Liga, que vale o terceiro lugar na lista de melhores marcadores), num lance em que grande parte do mérito tem de ir para Fernando, que recuperou a bola junto à área do FC Porto e tabelou com o colombiano antes do remate vitorioso. Os Dragões não mais largaram o domínio do encontro e a expulsão de Emerson, aos 77 minutos, mostrou o caminho à equipa: havia que marcar um golo nos próximos 13 minutos e sair da Luz com vantagem no campeonato.Depois de um lance na grande área do Benfica em que Cardozo toca a bola com a mão, o FC Porto chegou ao 3-2 com um golo de Maicon, que correspondeu a um livre de James na direita. Valeu a pena a viagem transatlântica durante a madrugada. Ainda na quinta-feira James estava em Miami, onde alinhou 80 minutos pela sua selecção, mas no dia seguinte brilhou na Luz. Este é o espelho de um grupo que não dá o braço a torcer, mesmo quando as circunstâncias são adversas. Ou seja, de nada valeu marcar o encontro para o dia mais desfavorável aos portistas.


FICHA DE JOGOBenfica-FC Porto, 2-3


Liga portuguesa, 21.ª jornada 2 de Março de 2011 Estádio da Luz, em Lisboa


Assistência: 18.313 espectadores


Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)Assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos


Quarto árbitro: João Capela


BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Luisão (cap.), Garay e Emerson; Javi, Witsel e Aimar; Nolito, Cardozo e Gaitán


Substituições: Rodrigo por Aimar (51m), Miguel Vítor por Garay (71m) e Nélson Oliveira por Javi (90m)


Não utilizados: Eduardo, Matic, Bruno César e Saviola


Treinador: Jorge Jesus


FC PORTO: Hélton; Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Lucho González; Hulk (cap.), Janko e Djalma


Substituições: James por Rolando (58m), Kléber por Moutinho (86m) e Sapunaru por Hulk (90m+3)


Não utilizados: Bracali, Cristian Rodríguez, Alex Sandro e Defour


Treinador: Vítor Pereira


Ao intervalo: 1-1


Marcadores: Hulk (7m), Cardozo (41m e 48m), James (64m) e Maicon (87m)


Cartões amarelos: Rolando (21m), Alvaro (24m), Cardozo (45m+1), Emerson (63m e 77m), Helton (90m), Hulk (90m+2) e Maxi (90m+3)Cartões vermelhos: Emerson (77m, por acumulação de amarelos)


domingo, 19 de fevereiro de 2012

V. SETUBAL - FC PORTO 1 - 3





Setúbal é mesmo um bom fim


Com a vitória deste domingo, por 3-1, os triunfos consecutivos dos Dragões no Bonfim, em jogos da Liga, sobem para 12. O mais recente começou a escrever-se ao terceiro minuto, com Janko a confirmar uma apetência invulgar, teve direito a estreia, com Fernando a marcar pela primeira vez, e ainda sobrou tempo e talento para Varela fechar as contas, silenciando o projecto de revolta setubalense.A entrada determinada era assumida e a confirmação não se fez esperar. Três minutos foi tempo de sobra para o FC Porto marcar, com um movimento rápido de João Moutinho a oferecer o terceiro golo em três jogos a Janko, que, com um desvio de cabeça, igualou o registo de Jardel na sua época de estreia nos Dragões.A disposição portista foi ratificada nos minutos seguintes, com um domínio crescente que permitiu ao campeão desenhar o jogo no género “sentido único” e alargar a vantagem, ainda antes da meia hora, com uma estreia absoluta: num lance que abriu com a recuperação de bola e fechou com um remate cruzado, Fernando marcou o seu primeiro golo na Liga com a camisola do FC Porto; de permeio, apenas a assistência de Hulk.Nada mudou com o segundo golo portista. Autoritário, o campeão continuou a decidir o destino do encontro, numa tendência confirmada pelo registo de posse de bola, que, entre inevitáveis oscilações, atingiu várias vezes a casa dos 70 por cento. Antes e depois do intervalo, o jogo foi quase sempre aquilo que o FC Porto quis, permitindo-se os Dragões a uma compreensível gestão do esforço, justificada pela experiência europeia recente.A supremacia portista sofreria um golpe inesperado, absolutamente contra a corrente e desferido na transformação exemplar de um livre directo. Marcou Meyong. Aos 75 minutos, o Vitória parecia, por fim, reentrar no jogo, numa ilusão prontamente desmentida por Varela, que fez o terceiro golo dos Dragões quatro minutos depois, assistido por Rodríguez, com um passe atrasado perfeito.Retomada a normalidade, o FC Porto reproduziu sinais de clara hegemonia, com o mais gritante a esbarrar na trave, a remate de Sapunaru, e os restantes a provocarem o desequilíbrio profundo da defesa de Setúbal.


FICHA DE JOGO

Vitória de Setúbal-FC Porto, 1-3

Liga, 19.ª jornada19 de Fevereiro de 2012

Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)

Árbitros assistentes: José Braga e Valter Rufo

Setúbal é mesmo um bom fimCom a vitória deste domingo, por 3-1, os triunfos consecutivos dos Dragões no Bonfim, em jogos da Liga, sobem para 12. O mais recente começou a escrever-se ao terceiro minuto, com Janko a confirmar uma apetência invulgar, teve direito a estreia, com Fernando a marcar pela primeira vez, e ainda sobrou tempo e talento para Varela fechar as contas, silenciando o projecto de revolta setubalense.A entrada determinada era assumida e a confirmação não se fez esperar. Três minutos foi tempo de sobra para o FC Porto marcar, com um movimento rápido de João Moutinho a oferecer o terceiro golo em três jogos a Janko, que, com um desvio de cabeça, igualou o registo de Jardel na sua época de estreia nos Dragões.A disposição portista foi ratificada nos minutos seguintes, com um domínio crescente que permitiu ao campeão desenhar o jogo no género “sentido único” e alargar a vantagem, ainda antes da meia hora, com uma estreia absoluta: num lance que abriu com a recuperação de bola e fechou com um remate cruzado, Fernando marcou o seu primeiro golo na Liga com a camisola do FC Porto; de permeio, apenas a assistência de Hulk.Nada mudou com o segundo golo portista. Autoritário, o campeão continuou a decidir o destino do encontro, numa tendência confirmada pelo registo de posse de bola, que, entre inevitáveis oscilações, atingiu várias vezes a casa dos 70 por cento. Antes e depois do intervalo, o jogo foi quase sempre aquilo que o FC Porto quis, permitindo-se os Dragões a uma compreensível gestão do esforço, justificada pela experiência europeia recente.A supremacia portista sofreria um golpe inesperado, absolutamente contra a corrente e desferido na transformação exemplar de um livre directo. Marcou Meyong. Aos 75 minutos, o Vitória parecia, por fim, reentrar no jogo, numa ilusão prontamente desmentida por Varela, que fez o terceiro golo dos Dragões quatro minutos depois, assistido por Rodríguez, com um passe atrasado perfeito.Retomada a normalidade, o FC Porto reproduziu sinais de clara hegemonia, com o mais gritante a esbarrar na trave, a remate de Sapunaru, e os restantes a provocarem o desequilíbrio profundo da defesa de Setúbal.FICHA DE JOGOVitória de Setúbal-FC Porto, 1-3Liga, 19.ª jornada19 de Fevereiro de 2012Estádio do Bonfim, em SetúbalÁrbitro: Paulo Baptista (Portalegre)Árbitros assistentes: José Braga e Valter RufoVITÓRIA DE SETÚBAL: Ricardo; Ney Santos, Ricardo Silva, Amoreirinha e Miguelito; Djikiné, Hugo Leal, Bruno Amaro e Neca; Targino e MeyongSubstituições: Neca por Bruno Gallo (37m), Djikiné por Rafael Santos (46m) e Targino por Severino (85m)Não utilizados: Diego, Igor, Tengarrinha e GonçaloTreinador: José MotaFC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Hulk, Janko e VarelaSubstituições: Lucho por Defour (59m), Hulk por Rodríguez (67m) e João Moutinho por James (67m)Não utilizados: Bracali, Djalma, Kléber e MaiconTreinador: Vítor PereiraAo intervalo: 0-2Golos: Janko (3m), Fernando (26m), Meyong (75m), Varela (79m)Cartão amarelo: Ney Santos (14m), Amoreirinha (22m), Sapunaru (69m), Otamendi (74m) e Bruno Amaro (82m)ITÓRIA DE SETÚBAL: Ricardo; Ney Santos, Ricardo Silva, Amoreirinha e Miguelito; Djikiné, Hugo Leal, Bruno Amaro e Neca; Targino e MeyongSubstituições: Neca por Bruno Gallo (37m), Djikiné por Rafael Santos (46m) e Targino por Severino (85m)Não utilizados: Diego, Igor, Tengarrinha e Gonçalo

Treinador: José Mota

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Hulk, Janko e Varela

Substituições: Lucho por Defour (59m), Hulk por Rodríguez (67m) e João Moutinho por James (67m)

Não utilizados: Bracali, Djalma, Kléber e Maicon

Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-2

Golos: Janko (3m), Fernando (26m), Meyong (75m), Varela (79m)Cartão amarelo: Ney Santos (14m), Amoreirinha (22m), Sapunaru (69m), Otamendi (74m) e Bruno Amaro (82m)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

FC PORTO - U LEIRIA 4 - 0





James derrubou muro leiriense


O FC Porto goleou este domingo a União de Leiria, por 4-0, num jogo em que James, que até começou o encontro no banco, foi figura de proa. O colombiano marcou um golo e fez duas assistências, uma delas para Janko abrir o marcador, face a um adversário que trouxe para o relvado do Dragão o seu “autocarro” e obrigou Helton a uma única defesa. A luta pela Liga continua em Setúbal, daqui a uma semana.No papel, a União de Leiria até se apresentava com audácia, mas no relvado ficou-se pela postura expectante. Os três defesas (Manuel Curto, Haas e Edso) foram quase sempre cinco, porque os laterais pouco subiam; os dois alas do suposto trio de ataque tiveram quase sempre maior preocupação em acompanhar os laterais do FC Porto; e os dois médios (Marcos Paulo e Ogu) raramente subiam no terreno. Na frente – e mesmo assim preocupado em estorvar a acção de Fernando –, só Bruno Moraes.Por isso, a posse de bola foi esmagadoramente portista, se bem que os Dragões tenham encontrado naturais dificuldades em circular a bola, face a um autêntico “muro” erigido por Manuel Cajuda. Na primeira parte, os azuis e brancos dispuseram de três situações claras para chegar ao golo: um remate de João Moutinho (14 minutos), defendido por Oblak, e dois de Janko, após assistências de Hulk e Alvaro (33 e 38). No segundo dos lances protagonizados pelo ponta de lança austríaco, foi novamente Oblak a evitar que o marcador fosse inaugurado.Da primeira parte, há ainda a registar as constantes entradas da equipa médica leiriense, procurando quebrar o ritmo de jogo. Mas a equipa azul e branca não se pode queixar destes obstáculos já habituais e sabia que, no segundo tempo, precisava de acelerar o ritmo da partida.Foi assim que os Dragões iniciaram a segunda parte, em que o adversário se viu reduzido a dez unidades aos 48 minutos, por expulsão de Shaffer, após entrada violenta sobre João Moutinho. Os leirienses recuaram ainda mais no terreno, com o avançado Bruno Moraes a ser substituído por Tiago Terroso. Ainda antes de chegar ao golo, o FC Porto viu-lhe ser negado mais um penálti, um “clássico” nos dias que correm: Hulk foi abalroado por Tiago Terroso, aos 63 minutos.O golo chegaria três minutos depois, já com James em campo, no lugar de Varela. Vítor Pereira percebeu que o colombiano poderia ser útil para encontrar espaços no meio de um bloco muito baixo, e foi assim que sucedeu. No lance do 1-0, o FC Porto circulou a bola com paciência e João Moutinho rasgou pela defesa leiriense e serviu James, que tocou para Janko encostar. Foi o segundo golo do reforço portista em dois jogos. Oblak continuou a fazer “milagres”, mas foi incapaz de evitar o segundo tento do FC Porto: o esloveno ainda parou o primeiro remate de Lucho, que foi assistido por Hulk, mas não a recarga de James. Aos 74 minutos, a partida ficou sentenciada.João Moutinho encheu o campo até aos 80 minutos, quando cedeu o seu lugar a Defour, mas seria já sem o seu contributo que o marcador chegaria ao 4-0. Alvaro, que bem mereceu o golo pelo ritmo que impôs ao corredor esquerdo, fez o 3-0, servido por Djalma, que acrescentou velocidade aos minutos finais do Dragão. O uruguaio apareceu com um autêntico ponta de lança na área leiriense, mas Maicon não lhe ficaria atrás. Na resposta a um livre apontado por James, cabeceou com autoridade para o 4-0.Antes da viagem a Setúbal, o FC Porto recebe o poderoso Manchester City (quinta-feira, 20h05), no regresso das competições europeias. A julgar pela exibição da segunda parte, os Dragões estão preparados para os desafios que se seguem.


FICHA DE JOGO




FC Porto-UD Leiria, 4-0


Liga 2011/12, 18.ª jornada 12 de Fevereiro de 2012 Estádio do Dragão, no Porto


Assistência: 27.829 espectadores


Árbitro: Rui Silva (Vila Real)


Assistentes: Álvaro Mesquita e Bruno Trindade


Quarto árbitro: Fernando Lopes


FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Mangala e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Janko e Hulk (cap.)


Substituições: Varela por James (60m), João Moutinho por Defour (80m) e Hulk por Djalma (84m)


Não utilizados: Bracali, Cristian Rodríguez, Sapunaru e Alex Sandro


Treinador: Vítor Pereira


UD LEIRIA: Oblak; Manuel Curto, Haas e Edson; Ivo Pinto, Marcos Paulo (cap.), Ogu e Shaffer; Robinho, Bruno Moraes e Elvis


Substituições: Bruno Moraes por Tiago Terroso (53m), Robinho por Luís Leal (61m) e Elvis por Djaniny (70m)


Não utilizados: Luiz Carlos, Rúben Brígido, Marco Soares e Cacá


Treinador: Manuel Cajuda


Ao intervalo: 0-0


Marcadores: Janko (66m), James (74m), Alvaro (86m) e Maicon (89m)Cartões amarelos: Varela (27m), Janko (60m), Alvaro (79m) e Ogu (88m)Cartões vermelhos: Shaffer (48m)

domingo, 29 de janeiro de 2012

GIL VICENTE - FC PORTO 3-1



Paixão dá galo


O FC Porto perdeu este domingo por 3-1, no terreno do Gil Vicente, num encontro em que esteve abaixo do seu nível, mas em que também enfrentou uma estranha paixão do árbitro. Bruno de seu nome, o juiz ignorou dois penáltis a favor dos Dragões e um fora de jogo que daria origem ao segundo golo dos minhotos, entre outros erros menores, que tiveram a coincidência de ser desfavoráveis aos azuis e brancos.Nada que possa surpreender os portistas, é certo, face ao historial do árbitro em causa, que se começou a notabilizar numa noite fria em Campo Maior, há 12 anos. O FC Porto encontrou um adversário aguerrido, que teve méritos e que fez deste o encontro da época. Defrontar o campeão fornece motivação extra e os Dragões estavam a um jogo de igualar a maior sequência sem derrotas de sempre na Liga. Ainda assim, foram 55 partidas sem perder, um número impressionante e que é recorde do clube.A história da primeira parte conta-se em poucas linhas. O Gil Vicente abriu o marcador aos 15 minutos, por intermédio de Cláudio, que respondeu de cabeça a um livre de Richard. O golo surgiu no primeiro remate do desafio, num momento em que as equipas ainda procuravam “assentar” o jogo.O tento ofereceu uma vantagem importante para os gilistas, que recuavam bastante no terreno, protegendo a sua área com muitos elementos. O FC Porto foi apertando cada vez mais o cerco à baliza do adversário, mas o melhor que conseguiu foram três remates sem pontaria, por intermédio de Alvaro, Maicon e Rolando.Do lado contrário, o Gil Vicente foi bafejado pela sorte, com um penálti discutível por mão de Otamendi, que Bruno Paixão não hesitou em assinalar, e que originou o 2-0, em cima do intervalo. Em sentido inverso, há o lance em que Daniel atinge Defour, aos 25 minutos, mas que Bruno Paixão optou por deixar seguir. Tratou-se de um penálti claro, que poderia alterar o sentido do jogo, mas para Paixão parece valer tudo menos arrancar olhos. Pelo menos numa das áreas.Ao intervalo, Vítor Pereira arriscou e fez sair Otamendi e Souza, entrando em campo Danilo e Belluschi. Os Dragões passaram a alinhar com apenas três defesas e pagaram o risco com o terceiro tento do Gil, aos 52 minutos. André Cunha partiu, ainda assim, de uma posição duvidosa. O FC Porto tinha uma montanha para superar.A equipa não deixou de tentar essa missão hercúlea. Belluschi rematou com perigo aos 66 minutos e, especialmente, aos 73, quando ficou a centímetros do golo. Aos 77, o FC Porto reduziu a desvantagem, numa jogada entre Belluschi e Varela, que o português finalizou com precisão. Danilo e James tiveram ocasiões para fazer o segundo golo, que acabou por não surgir.O Gil Vicente ainda contou com a cumplicidade de Paixão para múltiplas interrupções e entradas da maca em campo. Em cima dos 90, Varela cruzou para Kléber, num lance que não deu golo graças a uma defesa milagrosa de Adriano. Foi a última oportunidade que os Dragões tiveram para reentrar na discussão da partida e trazer pelo menos um ponto de Barcelos. O tempo, porém, não é de atirar a toalha ao chão.FICHA DE JOGOGil Vicente-FC Porto, 3-1Liga portuguesa 2011/12, 17.ª jornada29 de Janeiro de 2012Estádio Cidade de BarcelosÁrbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)Assistentes: António Godinho e Paulo RamosQuarto árbitro: Vasco SantosGIL VICENTE: Adriano Facchini; Daniel (cap.), Halisson, Cláudio e Júnior Caiçara; Luís Manuel, Pedro Moreira e André Cunha; Rodrigo Galo, Hugo Vieira e RichardSubstituições: Richard por Guilherme (77m), André Cunha por Mauro (83m) e Rodrigo Galo por Tó Barbosa (86m)Não utilizados: Jorge Batista, Yero, Paulo Lima e RobertoTreinador: Paulo AlvesFC PORTO: Helton; Maicon, Otamendi, Rolando (cap.) e Alvaro; Souza, João Moutinho e Defour; Varela, Kléber e JamesSubstituições: Otamendi por Danilo (46m), Souza por Belluschi (46m) e Defour por Cristian Rodríguez (73m)Não utilizados: Bracali, Mangala, Iturbe e VionTreinador: Vítor PereiraAo intervalo: 2-0Marcadores: Cláudio (15m e 45m+1), André Cunha (52m) e Varela (77m)Disciplina: cartão amarelo para Otamendi (45m), Defour (45m+2), Rolando (61m), Belluschi (81m) e Mauro (89m).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FC PORTO vs VITORIA SC 3-1




Cultura de vitória


O FC Porto demonstrou neste domingo de que massa é feito o campeão. Com uma exibição personalizada, própria de quem sabe que não se podem perder pontos na luta pela Liga, bateu o Vitória de Guimarães por 3-1, com golos de Rolando, João Moutinho e James. No Dragão, a cultura é de vitória e de bom futebol e o arranque desta segunda volta promete uma equipa determinada a revalidar o título. A formação portista correspondeu ao bom ambiente e à boa casa do Dragão com uma entrada em jogo pressionante. O Vitória respondeu na mesma moeda, mas o golo portista, aos 19 minutos, marcou claramente um ponto a partir do qual o predomínio portista foi evidente. O tento foi de Rolando, após assistência de James: o central tinha subido à área contrária, para acorrer a um livre, e correspondeu ao passe do colombiano com um gesto técnico perfeito: recepção e remate rasteiro, fulminante.O defesa manteve a tradição de marcar golos ao Vitória de Guimarães: desde que veste a camisola azul e branca já lá vão cinco. Os anteriores foram apontados na Liga 2008/09, na final da Taça, em 2011, e na Supertaça, em Agosto, em que Rolando “bisou”. Mas a acção do camisola 14 portista também se fazia sentir na sua zona de acção e, aos 30 minutos, evitou que Paulo Sérgio atirasse à baliza de Helton, com uma oportuna “mancha”.O lado esquerdo do FC Porto apresentava-se especialmente acutilante, com Alvaro e Varela a fazerem “gato-sapato” de Alex, Paulo Sérgio e Leonel Olímpio, que por vezes tinha acorrer a essa zona do terreno. Varela, em particular, pareceu estar de regresso aos seus melhores dias e, aos 39 minutos, teve uma boa ocasião para fazer o segundo golo, mas atirou por cima da baliza contrária.Se a entrada em jogo portista já tinha sido boa, então o início de segunda parte foi demolidor. Ainda não estava decorrido um minuto após o reatamento quando Kléber assistiu, com um toque de primeira, João Moutinho. O médio português, isolado, “perguntou” a Nilson para que lado queria a bola e faz o 2-0. O FC Porto atravessava o seu melhor período no encontro e Alvaro, aos 49, obrigou Nilson a uma defesa de recurso.No entanto, acabaram por ser os minhotos a reduzir a desvantagem. Fernando fez um corte limpo à entrada da área portista, mas o árbiro Hugo Miguel assinalou falta. Na sequência do livre, Faouzi fez o 2-1, após defesa incompleta de Helton. O tento revelou-se fortuito, pois não correspondeu a qualquer reacção vimaranense. O FC Porto continuou a dominar o desafio e a posse da bola, com Kléber e Moutinho a ficarem perto do terceiro tento.O golo da tranquilidade haveria de surgir já depois da estreia de Danilo com a camisola azul e branca (o brasileiro entrou em campo aos 67 minutos). James Rodríguez converteu uma grande penalidade cometida sobre si e tornou-se o melhor marcador do FC Porto na Liga, com oito golos. Estavam garantidos os três pontos e mais uma vitória sobre um rival que já não triunfa no terreno dos Dragões há quase 16 anos.


FICHA DE JOGO




FC Porto-Vitória de Guimarães, 3-1


Liga portuguesa 2011/12, 16.ª jornada


22 de Janeiro de 2012


Estádio do Dragão, no Porto


Assistência: 34.914 espectadores


Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni FernandesQuarto árbitro: Hélder Malheiro


FC PORTO: Helton; Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Defour; James, Kléber e Varela


Substituições: Defour por Danilo (67m), James por Belluschi (83m) e João Moutinho por Souza (83m)


Não utilizados: Bracali, Mangala, Iturbe e Vion


Treinador: Vítor Pereira


VITÓRIA DE GUIMARÃES: Nilson; Alex, Freire, João Paulo e Anderson Santana; Leonel Olímpio, El Adoua e Nuno Assis; Paulo Sérgio, Edgar e Toscano


Substituições: Paulo Sérgio por Pedro Mendes (57m), Leonel Olímpio por Faouzi (57m) e Toscano por Soudani (84m)


Não utilizados: Douglas, Defendi, Bruno Teles e Targino


Treinador: Rui Vitória


Ao intervalo: 1-0


Marcadores: Rolando (19m), João Moutinho (46m), Faouzi (59m) e James (77m, pen.)


Cartões amarelos: Paulo Sérgio (24m), Kléber (56m), Fernando (58m), Anderson Santana (72m), Toscano (76m) e Edgar (80m)




sábado, 14 de janeiro de 2012

JAMES FOI INCRIVEL



James foi Incrível

Faltou um “incrível”, apareceu outro. Hulk saiu lesionado, aos 32 minutos, mas James resolveu o desafio frente ao Rio Ave (2-0) com dois golos de grande classe. Terminada a primeira volta, o colombiano tem agora sete golos na Liga e está lado a lado com Hulk como melhor marcador. O FC Porto segue na luta pelo título.Este foi o 54.º encontro consecutivo que os azuis e brancos cumprem na Liga sem perder. Está assim ultrapassado o registo obtido por Bobby Robson, entre Outubro de 1994 e Março de 1996 (o recorde nacional é de 56 jogos). Para além disso, o FC Porto não perde no Dragão, para a Liga, desde 25 de Outubro de 2008, há 50 partidas. Curiosamente, os golos que valeram então a vitória ao Leixões (3-2) foram apontados por Bruno China e Braga, que alinharam este sábado com a camisola do Rio Ave.A história da primeira parte é uma história de muita posse de bola portista e de um Rio Ave posicionado de forma muito conservadora. Sem João Moutinho, Vítor Pereira optou por colocar Defour como titular. O meio-campo portista funcionou de forma dinâmica no arranque da partida, mas depois os vila-condenses conseguiram colocar “gelo” no jogo, numa noite, aliás, verdadeiramente gelada (estiveram menos de 10º centígrados no Dragão e a chuva foi uma constante).Rolando e James estiveram perto de marcar, ainda antes de Hulk sair lesionado, aos 32 minutos, na sequência de um “sprint” (Kléber entrou para o seu lugar). Os forasteiros, através de um remate de Kelvin, apenas incomodaram Helton aos 37 minutos. Mas o golo do FC Porto haveria de surgir antes do intervalo: James deu um “nó” em Tiago Pinto, na direita, e bateu Huanderson com um remate em jeito, de pé esquerdo.Logo no recomeço, um cabeceamento de Rodríguez, na sequência de um canto, quase dava o segundo golo aos portistas. A única verdadeira situação de grande perigo do Rio Ave surgiu aos 48 minutos, mas Yazalde nem chegou a “assustar” Helton. O FC Porto repetia o bom início de primeira parte e Belluschi – em boa posição – e Kléber – num lance em que o guardião Huanderson teve de aplicar – estiveram perto do segundo tento.Do l ado do Rio Ave, o ex-portista Jorginho foi substituído por Braga e saiu de campo com uma ovação. O público do Dragão não esquece quem deu tudo pela causa azul e branca e o médio foi decisivo no título nacional de 2005/06, quando apontou o golo da vitória no terreno do Sporting, que praticamente decidiu esse campeonato. Curiosamente, quem o substituiu foi Braga, um dos jogadores do Leixões que marcaram ao FC Porto na última derrota caseira para o campeonato.Vítor Pereira fez entrar Iturbe aos 65 minutos, e o “Messi guarani” tornou a partida mais “eléctrica”. Faltava no entanto resolver a questão do vencedor, e lá apareceu James de novo. Aos 80 minutos, com um belo trabalho dentro da área vila-condense, em que voltou a tirar Tiago Pinto da frente, fez o 2-0, com um remate cruzado, desta vez de pé direito. Huanderson não tinha hipótese de defesa e ainda defendeu “com os olhos” um remate em arco de Varela, aos 87 minutos. Para o FC Porto, a única nota negativa destes últimos minutos foi a expulsão de Rolando, já em período de descontos, com um vermelho directo.

FICHA DE JOGO

Porto-Rio Ave, 2-0

Liga portuguesa 2011/12, 15.ª jornada 14 de Janeiro de 2011

Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 24.419 espectadores

Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira)Assistentes: José Lima e Nelson Moniz Quarto árbitro: Sílvio Gouveia

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Defour e Belluschi; Rodríguez, Hulk e James

Substituições: Hulk por Kléber (32m), Belluschi por Iturbe (65m) e Rodríguez por Varela (76m)

Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro

Treinador: Vítor Pereira

RIO AVE: Huanderson; Jean Sony, Gaspar (cap.), Jeferson e Tiago Pinto; Bruno China, Wires e Jorginho; Kelvin, João Tomás e Yazalde

Substituições: Jorginho por Braga (59m), Kelvin por Mendes (70m) e Yazalde por Saulo (79m)Não utilizados: Paulo Santos, Pateiro, Zé Gomes e Éder

Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 1-0

Marcadores: James (42m e 80m)

Cartões amarelos: Maicon (49m), Gaspar (53m), Bruno China (61m) e Iturbe (83m)Cartão vermelho: Rolando (94m)

sábado, 7 de janeiro de 2012

SPORTING - FC PORTO



O campeão não venceu, mas quem aguardava a derrota deverá manter a atitude de espera paciente. E o melhor é que o faça sentado. De volta à casa de partida, onde, há quase dois anos, sofreu o mais recente desaire na Liga, o FC Porto elevou para 53 jogos a sequência invencível, que teria outro brilho se, para cúmulo do azar, não tivesse sido Otamendi a negar o golo da vitória a James.A entrada, antes que o jogo tivesse tempo bastante para ser repartido, foi atípica. Compreensivelmente atípica. No terreno de um rival, obrigado a encurtar distâncias, os Dragões deram por si na iminência de defender primeiro, antes de poder recuperar terreno e orientar o fluxo atacante na direcção de Rui Patrício. Foi questão de minutos, poucos minutos, antes de Hulk concentrar atenções e capitalizar, entre marcações implacáveis, um número interessante, mas forçosamente desagradável, de faltas sofridas. No equilíbrio de intenções e acções, que gerou demasiados lapsos para um só relvado, o campeão conseguiu os ensaios mais aproximados ao golo.A primeira ameaça realmente séria foi formulada de cabeça, o que faz todo o sentido. Aos 12 minutos, Maicon pensou bem, mas executou pior, permitindo a defesa de Patrício. Mas o perigo só se esgotou uns metros adiante, enquanto durou a sensação de que Djalma poderia fazer melhor na recarga.Curiosamente, o primeiro momento do lance reproduzir-se-ia um pouco mais tarde, mas na baliza contrária e com Helton a responder com competência ao cabeceamento de Polga. Muitos minutos depois, já na segunda parte, o capitão portista evitaria o pior aos pés de Van Wolfswinkel, numa altura em que o Sporting encontrava no contra-ataque a resposta ao domínio crescente dos Dragões, que antes tinham estado perto de marcar, por Hulk, hábil a tirar dois adversários do caminho, mas incapaz de dar a melhor direcção ao remate.James e Defour, que entraram em cena no decurso da segunda parte, acrescentaram velocidade e soluções ao momento ofensivo dos Dragões. O colombiano disporia, inclusive, de duas excelentes oportunidades para marcar, com o azar dos azares de ter sido Otamendi a negar-lhe o golo à segunda tentativa, que fechou a mais bem conseguida jogada de todo o encontro. E, com ela, o jogo também.

FICHA DE JOGO

Sporting-FC Porto, 0-0 Liga, 14.ª jornada 7 de Janeiro de 2012

Estádio de Alvalade, em Lisboa

Assistência: 48.855 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa) Árbitros assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos Quatro Árbitro: Hugo Miguel

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu, Polga (cap.) e Insúa; Rodrigo Neto, Elias e Schaars; Carrillo, Van Wolfswinkel e Capel

Substituições: Rodrigo Neto por Matias (54), Carrillo por Izmailov (62) e Capel por Evaldo (69)Não utilizados: Marcelo, Bojinov, Arias e Martins

Treinador: Domingos Paciência

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e Rodríguez

Substituições: Djalma por James (59), Belluschi por Defour (68) e Rodríguez por Kléber (77)Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro

Treinador: Vítor Pereira

Cartão amarelo: Rodrigo Neto (2), João Moutinho (27), Otamendi (30), Carillo (45), Polga (47), Fernando (63), Hulk (67), Schaars (84)

sábado, 17 de dezembro de 2011

FC PORTO vs MARITIMO



O primeiro é o mais difícil


Difícil, realmente difícil, foi só o primeiro. O segundo golo foi fácil e até meteu o requinte de um toque de calcanhar. Mas, para lá chegar, o campeão foi obrigado a sofrer. E soube fazê-lo, numa nova dinâmica ofensiva que privilegia a velocidade e testa ao limite a fibra de campeão. Marcaram Rodríguez e Otamendi, venceu o FC Porto, por 2-0, que passa o ano na frente. E isso não é para todos.Massacre. Mais um. Agora numa solução extrema, que não reconhece aplicabilidade à adaptação automobilística que transforma o jogo num fluxo de “sentido único”, demasiado curta para traduzir a intensidade e a expressão do domínio portista. A mobilidade do trio atacante foi a primeira razão do desequilíbrio, expresso com rigor matemático ao intervalo, ainda sem golos, mas com números esclarecedores e assustadores: 14 remates e 67 por cento de posse de bola. Aos 45 minutos, o Marítimo fez o primeiro remate. E bem ao lado da baliza de Helton.A primeira ameaça séria foi formulada por Belluschi, aos 11 minutos, numa espécie de frente-a-frente com Peçanha, que conheceria outros duelos. Um deles, mais do que o golo esperado, quase dava anedota, com o argentino, isolado por um erro do guarda-redes, a agradecer e a retribuir, entregando-lhe a bola em mãos, quando projectava passá-lo. Entre a insólita sucessão dos dois lapsos e um terceiro, este já de arbitragem, passaram apenas quatro minutos e uma boa porção de relvado sob o corpo de Belluschi, descaradamente derrubado na área adversária. Só para Duarte Gomes não passou nada.Passava, isso sim, o Marítimo por uma aflição sem trégua, acentuada pela expulsão de Roberge e só interrompida pelo intervalo. Num improviso genial, Hulk brilhou, Belluschi reapareceu, Kléber arriscou, primeiro de calcanhar, depois de cabeça, mas o resultado nem se mexeu. Nada. Sempre Peçanha, a recuperar memórias de um outro massacre e o espectro do russo Malafeev.Apesar da aparição tardia, o anunciado, tantas vezes enunciado, surgiu, por fim, numa altura em que defini-lo como mais do que merecido deixara de ser favor há cerca de uma hora. Marcou Rodríguez, assistido por um drible libertador de Belluschi, aos 80 minutos. Remate em arco, sem defesa. E logo a seguir, aos 83, depois de feito o mais difícil, veio o segundo, saído do calcanhar de Otamendi, selando a vitória que manterá o FC Porto na liderança para lá do Ano Novo. Pelo menos.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Marítimo, 2-0 Liga 2011/12, 13.ª jornada 17 de Dezembro de 2011

Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 32.312 espectadores

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)

Árbitros assistentes: Venâncio Tomé e Pedro Garcia

Quarto árbitro: Pedro Ferreira

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Djalma, Hulk e James

Substituições: James por Kléber (46), Maicon por Rodríguez (57) e Djalma por Iturbe (73)

Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro

Treinador: Vítor Pereira

MARÍTIMO: Peçanha; Briguel, João Guilherme, Igor Rossi e Luís Olim; João Luiz, Roberge e Benachour; Heldon, Diawara e Sami

Substituições: Heldon por Danilo (63), Sami por Hassan (88) e Benachour por Tchô (90+2)Não utilizados: Salin, João Diogo, Fidélis e Fábio Felício

Treinador: Pedro Martins

Ao intervalo: 0-0

Marcadores: Rodríguez (80), Otamendi (83)

Cartão amarelo: Fernando (37), Heldon (38), Roberge (40 e 41), Iturbe (86)

Cartão vermelho: Roberge (41)

domingo, 6 de novembro de 2011

OLHANENSE - FC PORTO



O FC Porto não foi além do empate (0-0) no terreno do Olhanense.


Os “dragões” cederam a terceira igualdade em dez jornadas e podem ser ultrapassados na liderança do campeonato pelo Benfica.

A exibição portista não foi boa e o treinador Vítor Pereira até viu Hulk desperdiçar uma grande penalidade.

Nestes tempos de planos de resgate e moções de confiança, Vítor Pereira não conseguiu fazer como o primeiro-ministro grego Georgios Papandreou. Este obteve a confiança do Parlamento de Atenas e negoceia um governo de unidade. O técnico do FC Porto voltou a ver a equipa fazer uma exibição cinzenta e perdeu margem de manobra, após a derrota (1-2) em Nicósia, diante do APOEL.

O técnico portista fez duas alterações na equipa, relativamente ao jogo anterior: sem Fucile nem Sapunaru, adaptou Maicon ao lado direito da defesa. No ataque, James Rodríguez regressou à titularidade, relegando Varela para o banco de suplentes.

Durante a semana, na antevisão da partida, o técnico “azul e branco” tinha sublinhado a união da equipa e o empenho em realizar uma boa exibição. “Queremos ser FC Porto, mas ser FC Porto no carácter, na entrega e na qualidade”, afirmou o técnico, de cara fechada e discurso crispado. “Estamos a lutar contra muita coisa, muita gente que nos quer mal pelo que ganhámos”, acrescentou Vítor Pereira, o retrato de um homem acossado. Mas não era contra um inimigo exterior que o FC Porto tinha de combater e isso ficou patente logo no início do jogo, em Olhão. Sem que tivessem ainda feito qualquer coisa por isso, os “dragões” tiveram uma oportunidade flagrante de golo: com apenas dois minutos, o árbitro João Capela assinalou penálti por falta de Maurício sobre Kléber. Na cobrança, Hulk viu Fabiano brilhar duas vezes. Primeiro com a mão e depois com o pé, o guarda-redes dos algarvios evitou a vantagem portista.O FC Porto começou a definhar. Diante de uma equipa muito compacta e aguerrida, os “dragões” tiveram muitas dificuldades em encontrar espaços. Mostraram poucas ideias e sucederam-se os passes errados, as bolas para fora e os cortes desnecessários para canto. Bem na defesa, o Olhanense mostrava-se pouco esclarecido quando saía para o ataque, com Wilson Eduardo sozinho contra a defesa adversária.Após uma primeira parte quase sem história, o FC Porto pareceu regressar melhor no segundo tempo, com Hulk (48’) e Mangala (50’) a desperdiçarem boas oportunidades. Aos 53’ o defesa francês chegou a introduzir a bola na baliza do Olhanense, mas o jogo já tinha sido interrompido por falta sobre Fabiano.O tempo passava e o jogo do FC Porto não convencia. Vítor Pereira trocou Kléber por Walter, e mais tarde retirou Fernando e Belluschi para colocar em campo Guarín e Defour. Nada deu resultado. E até foram os algarvios a estar perto do golo: Wilson Eduardo (62’ e 78’) teve o golo nos pés, mas perdeu no duelo com Helton.Antes do final, ainda ficou por marcar uma grande penalidade favorável aos portistas, por falta sobre Hulk. Mas a exibição estava a ser tão desinspirada que nem houve muitos protestos. O FC Porto empatou em Olhão, o que não acontecia desde 1963-64, e deixou a liderança do campeonato à mercê do Benfica. POSITIVO Fabiano Ainda nem sequer tinham passado cinco minutos e já o guarda-redes brasileiro somava duas grandes intervenções. Diante de Hulk, defendeu um penálti e ainda impediu a recarga. Pregou alguns sustos aos adeptos, mas foi importante para segurar o empate. Olhanense Muito solidária e aguerrida, a equipa de Daúto Faquirá deixou a pele em campo e mereceu o empate. Maurício, Mexer, Ismaily, Nuno Piloto, Fernando Alexandre e Wilson Eduardo foram algumas das boas exibições nos algarvios.

NEGATIVO FC Porto Vítor Pereira tinha prometido uma equipa “à FC Porto na entrega e na qualidade”, mas não foi isso que se viu em Olhão. Os “dragões” sentiram dificuldades e não mostraram ideias para chegar à vitória. Podem-se queixar da sorte, no penálti desperdiçado por Hulk, mas a sorte também se constrói.

Ficha de jogo

Olhanense - FC Porto

Jogo no Estádio José Arcanjo, em Olhão.

Assistência Cerca de 3.275

Alexandre, Cauê, Nuno Piloto, Salvador Agra (Figueroa, 90’+2’), Wilson Eduardo (Ivanildo, 81’) e Mateus (Rui Duarte, 68’).

Treinador Daúto Faquirá.

FC Porto

Helton, Maicon, Rolando, Mangala, Álvaro Pereira, Fernando (Guarín, 72’), Belluschi (Defour, 72’), João Moutinho, Hulk, Kléber (Walter, 59’) e James Rodríguez.

Treinador Vítor Pereira.

Árbitro João Capela, de Lisboa.

Amarelos Maurício (3’), Fernando (31’), Rolando (33’), João Moutinho (57’), Salvador Agra (58’) e Cauê (90’+1’).



sábado, 29 de outubro de 2011

FC PORTO - PAÇOS DE FERREIRA 3 - 0



O FC Porto isolou-se hoje provisoriamente na liderança da Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa o Paços de Ferreira por 3-0, no encontro de abertura da nona jornada da prova.

Um golo na própria baliza do paraguaio Melgarejo, nos descontos da primeira parte (45+1 minutos), e tentos dos suplentes Kléber (64) e João Moutinho (84) selaram o triunfo dos "azuis e brancos".
Os campeões nacionais, que somaram o 48. jogo de invencibilidade na prova, passaram a contar 23 pontos, contra 20 do Benfica, que recebe sábado o Olhanense, e 17 de um trio composto por Sporting, Sporting de Braga e Marítimo.
O FC Porto venceu hoje o Paços de Ferreira por 3-0, em encontro da nona jornada da Liga portuguesa de futebol, disputado no Porto.
Ficha técnica
Marcadores:
1-0, Melgarejo, 45+1 minutos (própria baliza).
2-0, Kléber, 64.
3-0, João Moutinho, 84.
Equipas:
FC Porto: Helton, Sapunaru, Rolando, Mangala, Álvaro Pereira, Fernando, Defour (João Moutinho, 46), Belluschi, Hulk (James, 59), Varela e Walter (Kléber, 56).
(Suplentes: Bracali, Maicon, Guarín, João Moutinho, Kléber, James e Djalma).


Paços de Ferreira: Cássio, Filipe Anunciação, Javier Cohene, Eridson, Luisinho, Luiz Carlos, André Leão, Josué (Caetano, 75), Manuel José (Vítor, 83), Melgarejo e William (Michel, 54).
(Suplentes: António Filipe, Fábio Faria, Vítor, Caetano, Michel Lugo, Bacar e Michel).


Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa).


Ação disciplinar: cartão amarelo para Kléber (62) e Josué (62).
Assistência: Cerca de 30.318 espetadores.

domingo, 23 de outubro de 2011

FC do Porto - Nacional da Madeira 5-0



Goleada dá liderança e melhor ataque da Liga


O FC Porto goleou este domingo o Nacional por 5-0, um resultado que lhe permitiu não só regressar à liderança da Liga como passar a ter o melhor ataque da prova, com 22 golos. Defour, Walter, Sapunaru, Kléber e Hulk apontaram os golos, num jogo em que os Dragões foram sempre superiores e praticaram um futebol personalizado.Esta "chapa cinco" é ainda a maior goleada da época na Liga (só o FC Porto tinha já marcado cinco golos, mas sofrendo dois, frente à União de Leiria) e o resultado mais dilatado jamais obtido frente ao Nacional, um adversário tradicionalmente complicado para os Dragões.O FC Porto entrou em jogo a todo o gás, pressionando no meio campo adversário e trocando rapidamente a bola. O primeiro sinal de perigo foi dado por Belluschi, com um remate por cima da baliza contrária, aos dois minutos. Os madeirenses, apostados em explorar o contra-ataque, adaptaram-se rapidamente à postura portista, preenchendo bem os espaços e defendendo com muitos homens. Ainda assim, os Dragões não deixaram de criar perigo e foi de novo Belluschi, a passe de Hulk, a forçar Marcelo a uma defesa apertada.O golo haveria mesmo de surgir aos 24 minutos. Walter deu de calcanhar para Defour, que tentou a sua sorte de fora da área. O remate do belga ia colocado, mas foi ainda desviado pelo corpo de Neto, traindo Marcelo. Estava feito o 1-0, que se justificava plenamente pelo desenrolar do encontro. O médio fez o seu primeiro tento na Liga.A toada de jogo, no entanto, não se alterou. O Nacional manteve-se expectante, o FC Porto dominador. E, na sequência desse domínio, os azuis e brancos conquistaram um pontapé de canto que haveria de dar o 2-0: Hulk cruzou, Rolando cabeceou na direcção da baliza e Walter encostou junto ao poste. Foi o sexto golo do brasileiro nos últimos três jogos. Só no final da primeira parte, por intermédio de Mateus, o Nacional ameaçou a baliza do FC Porto, mas Helton resolveu o problema com facilidade.No reatamento, os madeirenses pareceram querer assumir parte da "despesa" do jogo. No entanto, foi Hulk, aos 47 minutos, num rápido contra-ataque, a ficar perto do terceiro golo. A bola raspou no poste direito da baliza do Nacional. Aos 67 minutos, o FC Porto “encerrou” a discussão da partida, ao fazer o 3-0. Belluschi apontou o livre que obrigou Marcelo a uma defesa de recurso, mas o ressalto ficou ao dispor de Sapunaru, que cabeceou à vontade. E ainda estava lá Rolando para encostar, se fosse necessário.Nos últimos instantes, mais duas cerejas sobre o bolo da exibição portista. Aos 90 minutos, Kléber finalizou uma triangulação em que também estiveram envolvidos Guarín e João Moutinho, curiosamente os três jogadores que saíram do banco. Mas o lance mais bonito do jogo tem de ser atribuído a Hulk, que, no último fôlego da partida, picou a bola sobre Marcelo, de pé esquerdo, fazendo o 5-0 e o seu quarto golo na Liga.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Nacional, 5-0 Liga portuguesa, oitava jornada 23 de Outubro de 2011

Estádio do Dragão

Assistência: 23.135 espectadores

Árbitro: Cosme Machado (AF Braga)Assistentes: Alfredo Braga e José Gomes Quarto árbitro: Manuel Mota

FC PORTO: Helton «cap»; Sapunaru, Rolando, Mangala e Alvaro Pereira; Fernando, Defour e Belluschi; Hulk, Walter e Varela

Substituições: Defour por Guarín (72m), Belluschi por João Moutinho (72m) e Walter por Kléber (78m)

Não utilizados: Bracalli, James, Djalma e Otamendi

Treinador: Vítor Pereira

NACIONAL: Marcelo; Claudemir, Felipe Lopes «cap.», Neto e Danielson; Luís Alberto, Todorovic e Juliano; Mateus, Mário Rondon e Diego Barcellos

Substituições: Luís Alberto por Elizeu (46m), Mateus por Candeias (73m) e Diego Barcellos por Edgar Costa (85m)

Não utilizados: Vladan, Nuno Pinto, Skolnik e Oliver

Treinador: Ivo Vieira

Ao intervalo: 2-0

Marcadores: Defour (24m), Walter (40m), Sapunaru (67m), Kléber (90m) e Hulk (90m+2)Disciplina: nada a assinalar