sábado, 14 de abril de 2012

RICKY CADELL nova aquisição BASQUETEBOL




“Sei que é uma honra jogar aqui”

Ricky Cadell é a mais recente aquisição do FC Porto Ferpinta e já tem no discurso vários traços de campeão. O norte-americano, ex-St. Francis Terriers, considera ter no Dragão Caixa “uma bela casa” e está “ansioso” por vê-la repleta de adeptos a apoiar a equipa. Se pudesse, o novo número 8 estreava a camisola “hoje mesmo”, porque o FC Porto representa o que mais gosta: “grandes desafios”.

Chegou apenas esta semana a Portugal. Pode apresentar-se aos portistas?
Sou natural de Nova Iorque, nasci e fui criado no Bronx. Esta é a primeira vez que estou na Europa. Aliás, é a primeira vez que estou fora dos Estados Unidos. Espero ter bons momentos no Porto e desfrutar do meu basquetebol, para poder ajudar a equipa.

O que conhecia do FC Porto antes de receber esta proposta?
Não gosto de mentir. Portanto, para ser sincero, tenho de dizer que não sabia nada do FC Porto antes de ser contactado para vir para cá. Mas quando me ligaram a falar nesta hipótese comecei logo a procurar na internet e percebi que vinha para um clube importante, que está habituado a ganhar títulos e troféus em todas as modalidades. Tenho um amigo que jogou em Portugal há dois anos e me deu as melhores informações: o FC Porto tem uma excelente equipa e é um clube enorme, ganhador. Ele avisou-me que é uma honra jogar aqui e, pelo que estou a ver, isso é mesmo verdade. Entretanto, também já vi as taças e isso ainda me deu mais motivação para começar a jogar. Estou muito feliz por estar aqui, já o disse ao treinador: estou feliz, motivado e ansioso por entrar em campo e ajudar a equipa, que me recebeu muito bem. Quero ganhar o campeonato já! (risos)

Quem é Ricky Cadell, o basquetebolista?
Quem é Ricky, o basquetebolista? Que grande pergunta! (risos) Nunca ma tinham feito… É mesmo uma boa pergunta. (Pausa) Acho que tenho muito a dizer sobre isso! (risos) Não sou o melhor jogador do mundo, nem sequer penso isso para mim, mas sou um jogador com qualidade. Toda a gente me define como um jogador de equipa. Adoro passar a bola, por estranho que pareça dizer isto, mas é a verdade: adoro passar a bola! Prefiro passar e fazer dez ou quinze assistências por jogo do que marcar dez pontos. Dizem que encesto bastante bem, mas o que me dá gozo é fazer assistências, distribuir a bola, criar jogadas e fazer bons passes para que os colegas marquem o máximo de pontos possível. Como pessoa, sou bastante relaxado. Dizem que sou boa pessoa, bem “cool”, estou sempre bem-disposto. Procuro sempre ir o mais longe possível, atingir as metas a que me proponho.

As primeiras informações que circularam em Portugal diziam que o Ricky era um jogador decidido e um excelente lançador de três pontos…
Não me considero um “triplista”. Acho, e sempre pensei, que encesto bem, mas daí a ser um especialista em triplos… Acho que não é bem assim (risos), mas vou fazer por isso! Sinceramente, o que eu quero é contribuir para a equipa, poder ajudar a ganhar os jogos, seja com cestos de três pontos ou de dois ou de um. Penso em mim como um jogador de basquetebol, ponto. Primeiro está a equipa e é nos objectivos da equipa que estou focado, não nos pontos que vou marcar, desta forma ou daquela.

Os jogadores norte-americanos que dão nas vistas nos campeonatos universitários sonham todos com a NBA, mas apenas uma pequena percentagem lá chega. Esta passagem pelo FC Porto permite-lhe continuar a sonhar?
Já tive várias barreiras ao longo da minha vida, pessoal e desportiva, e ultrapassei-as. Posso dizer que gosto muito de desafios, porque me tornam mais forte, reforçam as minhas expectativas e o meu querer. Quando quero algo na vida vou atrás, sem hesitar. Sei o que quero ser na vida e é para isso que trabalho, todos os dias, com toda a dedicação. Tenho grandes sonhos. Acho que toda a gente os deve ter! Cada pessoa tem as suas aspirações… Eu tenho as minhas, e tenho outras para lá da NBA. Neste momento estou no FC Porto, tenho uma série de jogos importantes pela frente, quero jogar o máximo possível e ser campeão. É nisso que estou focado e é só nisso que penso nesta fase da minha carreira. Com o que vem a seguir preocupo-me depois.

O FC Porto Ferpinta entra em campo esta sexta-feira, mas, deduz-se, ainda sem Ricky Cadell. Para quando está prevista a estreia?
Quem me dera jogar já hoje! Adorava! Mas não pode ser e o treinador já falou comigo e explicou-me que era melhor ficar só a ver. Hoje fico na bancada a aprender movimentações e a ver como a equipa se comporta. Ainda tenho coisas a aprender e só observando os meus colegas acelero o processo de integração na equipa… Assim já fico a perceber que tipo de jogadas fazem e em que momentos do jogo posso ser mais útil: nos passes, na ida para o cesto, etc. O basquetebol português é diferente do norte-americano e tenho de me adaptar a algumas situações, sabendo que posso incutir um pouco mais de criatividade no jogo. Mas hoje é só sentar, ver e aprender. Mas quem sabe no domingo já dê para actuar uns minutos.

A seguir ao aeroporto, o primeiro espaço que viu na cidade foi o Dragão Caixa. Gostou?
Claro que sim! Gostei imenso do pavilhão, é uma bela casa! O Dragão Caixa é melhor do que vários dos grandes ginásios dos Estados Unidos. Estou ansioso por ter aqui os adeptos a apoiar e ver como é. Já me mostraram um vídeo e estou realmente ansioso para sentir o ambiente porque gosto de multidões, adoro ouvir os cânticos, ver as bandeiras, sentir o apoio todo enquanto estou no campo. Isso ajuda-me a jogar melhor. Adoro a pressão, sabe?! Quanto maior o jogo, melhor eu jogo.

Dá para perceber à primeira vista que o Ricky é fã de tatuagens. O futuro pode “pintar-lhe” um dragão?
Quem sabe… quem sabe?! Todas as tatuagens que tenho têm um significado especial, por isso não ponho de parte desenhar um dragão. Seria um sinal de que o FC Porto me marcou e que tudo na minha experiência aqui correu pelo melhor, como espero que aconteça.

Moncho López sobre Ricky Cadell
“O Ricky é aquele tipo de jogador conhecido na Europa como segundo base. É um jogador que pode ajudar em duas posições, nas denominadas “zonas pequenas”. Desenvolve-se fundamentalmente na posição dois, ainda melhor que na posição um, mas pode fazer os dois lugares. É um jogador com grandes habilidades técnicas, bom manuseamento da bola, bons dribles, capacidade para lançar de fora, para fazer boas leituras de jogo e pick’n’roll. Tem uma boa formação técnica e bons gestos defensivos. Eu, pessoalmente, gosto muito da forma como joga a sua universidade e parece-me que é alguém que nos pode ajudar muito no ataque e também em termos defensivos, até porque é muito inteligente. Para além disso, é um atleta muito intenso e achamos que pode ser um óptimo reforço para o que falta do campeonato. Como todas as equipas, mesmo estando na primeira posição e a jogar bem, queremos melhorar. É isso que procuramos com o Ricky. É mais um elemento que pode acrescentar algo ao nosso nível de jogo, para nos ajudar a chegar ao bicampeonato.”

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